Oficinas Integração Ecológica cuidando do nosso quintal!

As oficinas Integração Ecológica de 2009 tiveram como tema gerador “A Permacultura em Nosso Quintal”. Quarenta e cinco crianças da Vila São José e bairros próximos participaram, uma vez por semana, de atividades integradas de permacultura, brincadeiras, artes com materiais recicláveis, cuidados com o corpo, canto, pintura e desenho.

As oficinas foram realizadas com vivências práticas, quando as crianças e os adolescentes imaginaram e participaram ativamente na transformação do espaço da sede do GAL. Foram utilizados como recursos pedagógicos vídeos, livros, músicas, instrumentos musicais, contação de histórias e brincadeiras, atividades práticas com a terra, buscando sempre a presença do lúdico.

A permacultura permitiu aos educadores explorar a diversidade de oportunidades de aprendizagem para as crianças e adolescentes do projeto, uma vez que trabalha com um amplo campo de conhecimento, ensinando a juntar os conhecimentos tradicionais de diversos povos do mundo, incluindo os saberes e conhecimentos tradicionais dos mestres griôs da nossa comunidade e somar aos conhecimentos científicos e outros saberes para a criação de espaços sustentáveis. Através do encontro com estes saberes, educadores, crianças e adolescentes assumiram uma variedade de papéis no envolvimento com as atividades.          

Durante as vivências de permacultura foram trabalhados temas como a observação das épocas do ano, das fases da lua, dos ventos, das chuvas, do caminho das águas, do movimento do sol e do espaço da sede do GAL ressaltando todas as vantagens e desvantagens da estrutura já existente. A partir desta observação foi feita junto às crianças a análise destes fatores e das relações que se dão entre eles, imaginando o “quintal que queremos para nós”, como um ambiente agradável, produtivo e harmônico e as possibilidades existentes para transformação do mesmo. E assim começou a magia da transformação – todos juntos escolheram um lugar bem ensolarado para fazer a horta, um lugar com um pouco de sombra para fazer o composto, uma caixinha bem aconchegante para criar as minhocas no minhocário, e realizaram todas as observações necessárias para planejar e construir uma horta-mandala com hortaliças, um canteiro de ervas com plantas medicinais, uma composteira, uma sementeira e um viveiro de mudas. E espaço foi sendo transformado por todos em divertidos mutirões!

“Aprendi a cuidar das plantas, a desenhar e sobre as minhocas” Uilian, 11 anos.

Também assistiram uma animação sobre as minhocas e descobriram como é a vida debaixo da terra; aprenderam sobre o processo de decomposição de materiais orgânicos e construíram uma composteira; conversaram sobre plantas medicinais e suas utilizações e plantaram ervas como poejo, hortelã e manjericão; plantaram flores como zínia, cravo e margarida e fizeram flores de garrafa pet para o espaço ficar mais colorido; plantaram muitas hortaliças como salsinha, coentro e mostarda; escutaram histórias como “A pombinha branca” e “Lico, o menino que queria conversar com os animais”; fizeram massagens uns nos outros enquanto escutavam músicas de relaxamento; produziram cata-ventos de papel para brincar com o vento; cantaram mantras para os quatro elementos do Planeta Terra; jogaram futebol e brincaram com bola; e no final do ano fizeram “um dia de repórter” contando para o registro áudio-visual tudo o que realizaram em 2009.  

Ao final de todos os dias de atividade foi servida merenda com ingredientes da culinária local e com produtos da horta, proporcionando às crianças uma alimentação nutritiva e balanceada e a tomada de consciência da importância dos alimentos para nosso corpo, mente e alma. Nestes momentos também foram trabalhadas questões básicas de educação e higiene, como limpeza das mãos e limpeza dos pratos e talheres utilizados na merenda.

 “Aqui no GAL agente planta mudas, e fazemos muitos desenhos” Ruan, 8 anos.

 “Lembro sempre de molhar as plantas que plantamos…” Rafael, 6 anos.

 “Os trabalhos artísticos e relatos produzidos pelos alunos nos dão a certeza que os importantes valores de integração social e conservação ambiental estão sendo visivelmente assimilados. Tudo isso vem acontecendo num ambiente de muita descontração.” Alexandre Emanuel, educador ambiental.

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